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11 de julho de 2026
Política

Imunidade de rebanho defendida por Wilson levou Manaus ao caos, diz vice

O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho, culpou o governador Wilson Lima pelo colapso na saúde em Manaus durante a segunda onda da covid-19 no início do ano.

Segundo ele, Wilson apoiou a tese defendida pelo presidente Jair Bolsonaro sobre a imunidade de rebanho e levou Manaus ao caos em janeiro.

“Quando houve envolvimento do governador na operação [da Polícia Federal], a estratégia foi mostrar alinhamento [com Bolsonaro]. Uma coisa era clara, a política era de afirmar que se tinha uma imunidade de rebanho. O que acabou acontecendo foi um laboratório, a P1 encontrou ambiente adequado”, disse Carlos em entrevista a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo Carlos, o governador demorou para avisar o Governo Federal sobre a possibilidade de faltar oxigênio no estado para não deixar em evidência a má administração estadual.

“Quando o ministro chegou para resolver o problema, ele já estava criado. Mas que problema é esse? A política de contaminação para ter imunidade de rebanho. Se dizia no Amazonas que o convívio e contaminação geraria isso. Essa era política anunciada pelo próprio governo federal. Mas nesse ponto, o que se mostra é que o tiro saiu pela culatra, ocorreu a gestão de uma cepa mais contundente. Isso é por inação do governo estadual, mas também por causa de uma política do governo federal”.

Carlos Almeida também afirmou que após Wilson ser alvo de uma operação da Polícia Federal se alinhou ao governo Bolsonaro. “Quando houve envolvimento do governador na operação em junho, com muita contundência, com pedido de prisão, a estratégia dele explícita foi mostrar alinhamento com as políticas de combate à pandemia do governo federal.

E pra isso, contrariamente às medidas sanitárias que deveriam ser aplicadas, o Amazonas deixou de tomar as medidas e deixou a P1 ser gerada (cepa do coronavírus). Quem diz isso são os especialistas, a P1 foi gestada entre outubro de novembro, quando se cobrava do governador medidas de contenção”, afirmou.

O vice-governador também falou sobre o rompimento com Wilson Lima há um ano. “Meu comportamento sempre foi de gestor, não concordava com nenhuma medida de irregularidade. Justamente no momento que tomei ciência das denúncias, por causa da compra escandalosa de respiradores, entendi que minha posição seria de não estar mais junto no governo do estado”.

Almeida afirmou que está à disposição para prestar esclarecimentos na CPI da Covid caso seja necessário.

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