A Interpol ofereceu apoio para auxiliar nas buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4. Os irmãos desapareceram em janeiro, no município de Bacabal, no Maranhão. A informação surgiu nesta quarta-feira (9), por meio da advogada Nathaly Moraes, que representa Clarice Cardoso, mãe das crianças.
Segundo a advogada, o Núcleo de Cooperação Internacional entrou em contato e disponibilizou ferramentas da Interpol para ajudar no caso. Nathaly afirmou que, até então, a família não contou com esse tipo de apoio internacional.
O contato com a organização ocorreu após a defesa levantar a possibilidade de que os irmãos foram vítimas de tráfico humano. A advogada teve a solicitação de que a investigação saiu da Polícia Civil para a Polícia Federal, diante dessa suspeita.
Após receber o contato da Interpol, Nathaly e Clarice participaram de uma reunião com a Polícia Federal, em São Luís, para tratar dos próximos passos da investigação.
De acordo com a advogada, os nomes das crianças ainda não estão inclusos nas difusões amarela e azul da Interpol. Segundo ela, a Polícia Federal informou que a Polícia Civil não respondeu a solicitações necessárias para a inclusão dos dados.
A defesa agora trabalha para que insiram as informações de Ágatha e Allan nas bases internacionais. Também foi realizada uma nova coleta de material genético de Clarice.
Segundo Nathaly, a amostra poderá ser utilizada para comparação com materiais genéticos recolhidos nos Estados Unidos. A medida ocorre apesar de não haver confirmação de que os irmãos tenham sido levados para o país.
O apoio da Interpol não significa que localizaram Ágatha e Allan. Portanto, também não há confirmação de que os irmãos estejam entre as 163 crianças resgatadas durante uma operação nos Estados Unidos na semana passada.
A advogada explicou que a coleta genética é importante porque as crianças não possuem registros de identidade nas bases digitais, o que dificulta eventuais cruzamentos de informações.
Clarice, por sua vez, afirmou que continua acreditando que os filhos estejam vivos. Sendo assim, ela demonstrou esperança de encontrá-los.
Polícia mantém investigação sob sigilo
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que as buscas pelos irmãos continuam. A pasta, porém, ressaltou que a investigação tramita sob segredo de Justiça.
Em nota, a SSP também pediu cautela com informações divulgadas nas redes sociais e alertou para conteúdos falsos ou sem confirmação, que podem prejudicar o trabalho das autoridades e aumentar o sofrimento da família.
Ágatha Isabelly e Allan Michael estão desaparecidos desde janeiro, e as circunstâncias do desaparecimento continuam sendo investigadas pelas autoridades.
