4 de setembro de 2026
DestaquesPolítica

Maria do Carmo vai ao MPAM após apreensão de material de campanha junto a drogas

Divulgação

A candidata ao Governo do Amazonas pela coligação “Mudar é Urgente”, Professora Maria, protocolou nesta sexta-feira (4) uma notícia-crime no Ministério Público do Amazonas (MPAM). Ela pede investigação sobre a utilização de materiais de sua campanha em uma ocorrência policial que resultou na apreensão de aproximadamente 2,5 toneladas de drogas.

O material eleitoral foi encontrado em um imóvel relacionado a Rodrigo Soares, conhecido como RC Soares, que foi preso preventivamente e é investigado por tráfico de drogas. A presença de bandeiras, adesivos e outros itens de campanha no local provocou repercussão política, principalmente porque Soares aparecia publicamente nas redes sociais como suposto coordenador da campanha de Maria do Carmo.

Não há, até o momento, informação oficial de que a candidata seja investigada por tráfico ou tenha sido apontada pela Polícia Civil como integrante do esquema.

Ao anunciar a ida ao MPAM, Maria afirmou que pretende esclarecer a origem dos materiais e contestou qualquer associação entre sua candidatura e o crime organizado.

“Não vou admitir, tolerar ou permitir que, por conta de um processo político e de questões eleitoreiras, venham querer me colocar no mesmo parâmetro de bandidos e criminosos”, declarou a candidata.

Maria também afirmou confiar na atuação do Ministério Público e disse considerar necessário preservar a atuação das instituições durante o período eleitoral.

Candidata questiona divulgação do material

O advogado da campanha “Mudar é Urgente”, Sérgio Bringel Júnior, afirmou que Rodrigo Soares não ocupava cargo oficial na estrutura da candidatura e que nunca teria exercido a função de coordenador.

Segundo o representante jurídico, os materiais de campanha são distribuídos gratuitamente em atos políticos e espaços públicos. Desse modo, a posse desses itens por terceiros, isoladamente, não demonstraria vínculo formal com a campanha.

“Não existe nenhum elemento formal que corrobore esse tipo de narrativa. Os representantes da campanha eleitoral são oficiais e devidamente registrados no TRE-AM”, afirmou o advogado.

A campanha também solicitou que o MPAM investigue a origem e os responsáveis pela divulgação de informações sobre o caso, incluindo um material distribuído à imprensa que, segundo a defesa, teria contribuído para associar o investigado à candidatura.

Pedido à Justiça Eleitoral

Além da apuração no Ministério Público, a campanha informou que levará o caso ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

Entre os pedidos apresentados estão a investigação sobre possível uso indevido da estrutura pública, além da apuração de eventual desvio de finalidade na divulgação das informações relacionadas à operação policial.

A defesa também questiona o momento em que a prisão e a exposição dos materiais ocorreram. Segundo os advogados, a investigação sobre o tráfico já durava aproximadamente dois anos. Além disso, os advogados reforçam que ela ocorreu durante o período eleitoral, após uma ação da Polícia Federal na Agência Amazonense de Desenvolvimento Social (AADESAM). Ademais, o caso surge em meio a uma série de episódios que, na avaliação da campanha, passaram a relacionar a candidata ao crime organizado.

Essas alegações fazem parte do pedido apresentado pela campanha e ainda irão à análise pelas autoridades competentes.

Maria diz que não teme confronto com criminosos

Durante a manifestação, a candidata afirmou que não pretende recuar diante das acusações e disse que continuará defendendo o enfrentamento ao crime.

“Quando a gente quer mudança, a gente não tem medo de enfrentar bandido. Quem se mete com o tráfico é que tem que dar explicações”, afirmou.

No pedido protocolado, a campanha solicitou ainda:

  1. A preservação de imagens de câmeras de segurança
  2. Perícia na cadeia de custódia dos materiais apreendidos
  3. Investigação sobre eventual antecipação de culpa ou desvio de finalidade por agentes públicos.

A Polícia Civil segue investigando Rodrigo Soares e as circunstâncias relacionadas à apreensão das drogas. Até o momento, a presença dos materiais de campanha no imóvel não estabelece, por si só, participação da candidata ou de sua campanha no crime investigado.

Veja a notícia crime aqui

 

Leia mais

Entregador de pizza vira alvo de ‘casinha’ e acusa ex-companheira no bairro Lago Azul

Matheus Valadares

Roberto Sabino defende projeto que restringe tratamentos de transição de gênero em menores em Manaus

Matheus Valadares

André Mendonça pede afastamento de Alexandre de Moraes do STF em meio à crise do Banco Master

Matheus Valadares

Ao continuar navegando, você concorda com as condições previstas na nossa Política de Privacidade. Aceitar Leia mais