27 de junho de 2026
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Melqui Galvão teria usado celular na prisão para ameaçar vítimas, diz deputada

Reprodução/TV Aleam

O lutador de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, investigado por suspeita de abuso sexual contra alunas, teria usado um celular dentro da prisão para ameaçar e pressionar testemunhas do caso. A denúncia partiu da deputada estadual Alessandra Campêlo, durante sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta terça-feira (12).

Segundo a parlamentar, um policial ligado às forças especiais teria facilitado a entrada do aparelho na unidade prisional. Durante videochamadas realizadas da cadeia, Melqui teria tentado intimidar atletas da academia BJJ College e oferecido ajuda financeira e benefícios em troca da alteração de depoimentos.

Além disso, Alessandra Campêlo afirmou que o conteúdo das chamadas representa risco às vítimas e ao andamento das investigações, motivo pelo qual pediu a prisão preventiva do lutador. De forma resumida, a deputada declarou que as ameaças podem gerar medo e desencorajar os depoimentos das vítimas.

Os áudios e vídeos das supostas ameaças seguiram para o Ministério Público de São Paulo e às autoridades responsáveis pelo caso.

Melqui Galvão foi preso no dia 27 de abril, em Manaus, suspeito de envolvimento em crimes sexuais contra pelo menos três ex-alunas. As investigações começaram após a denúncia de uma adolescente de 17 anos, que relatou ter sofrido atos libidinosos sem consentimento durante uma competição internacional.

Outras vítimas também prestaram depoimento à polícia. Uma delas afirmou que os abusos começaram quando ainda tinha 12 anos. Conforme os relatos, o treinador utilizava sua posição de influência para manipular e silenciar as vítimas.

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