O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento da investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. Segundo o órgão, a morte do animal está ligada a uma doença grave preexistente e não a supostas agressões cometidas por adolescentes.
A conclusão foi baseada na análise de quase dois mil arquivos, entre vídeos, imagens, laudos técnicos e documentos periciais. De acordo com a Promotoria, as provas mostram que o cachorro apresentava osteomielite, uma infecção óssea crônica na região do maxilar.
Além disso, a reconstituição do caso apontou que o cão e os adolescentes não estiveram juntos no mesmo local durante o período indicado inicialmente pela investigação. Imagens analisadas também mostraram que Orelha ainda conseguia se locomover normalmente cerca de uma hora após a suposta agressão.
A exumação identificou ainda uma lesão antiga no crânio, com sinais de inflamação prolongada. No entanto, os peritos não encontraram cortes, fraturas ou indícios recentes de maus-tratos.
O MPSC também destacou que não há registros visuais nem testemunhas que confirmem a presença do animal na Praia Brava no momento das supostas agressões. Segundo o órgão, parte das acusações surgiu de boatos e conteúdos divulgados nas redes sociais.
Além do arquivamento, a Promotoria pediu que a Corregedoria da Polícia Civil apure possíveis irregularidades na investigação e no vazamento de informações do caso.
