17 de julho de 2026
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Operação investiga contrato de R$ 108 milhões e mira ONG ligada ao filme sobre Bolsonaro

Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi Livre SP para investigar suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade responsável pela implantação e manutenção de internet gratuita em comunidades da capital paulista.

O principal alvo da investigação é o Instituto Conhecer Brasil, presidido pela empresária Karina Ferreira da Gama. Ela também é sócia da produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a investigação, existem indícios de irregularidades tanto na contratação quanto na execução do programa de internet gratuita. A Polícia Civil apura possíveis pagamentos por serviços não executados, suspeitas de superfaturamento e inconsistências na prestação de contas apresentada pela organização.

De acordo com as apurações, o contrato previa a instalação de 5 mil pontos de acesso à internet. No entanto, apenas 3,2 mil passaram por implementação. Os investigadores também analisam a possível antecipação de repasses financeiros antes da entrega dos serviços previstos.

Outro ponto sob investigação envolve a prestação de contas da entidade. Relatórios apontam o uso de notas fiscais posteriormente canceladas e documentos considerados irregulares para justificar despesas relacionadas ao projeto.

Por determinação judicial, as autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao instituto. Além disso, empresas subcontratadas e à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia também entraram no alvo da Justiça. Todavia, não houve prisões até o momento.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que colabora com as investigações e negou irregularidades. A administração municipal afirmou que o contrato contempla 3,2 mil pontos de internet em funcionamento, sustentando que o aditivo investigado se refere exclusivamente à manutenção desses equipamentos.

A prefeitura também destacou que o processo foi realizado por chamamento público, acompanhado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), e rejeitou qualquer relação entre o contrato e a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

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