A federação internacional de esportes aquáticos, World Aquatics, anunciou nesta segunda-feira (13) que atletas da Rússia e de Belarus poderão voltar a competir em eventos mundiais com seus uniformes, bandeiras e hinos nacionais.
A princípio, os competidores desses países estavam proibidos de participar de competições internacionais desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Consequentemente, isso levou a sanções esportivas globais. Em alguns casos, como nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, atletas foram autorizados a competir apenas sob bandeira neutra.
Com a nova decisão, a entidade também restabeleceu os direitos de membros plenos da Rússia e de Belarus. No entanto, a liberação está condicionada ao cumprimento de critérios rigorosos, incluindo controles antidoping. Segundo a federação, mais de 700 testes ocorreram, e os atletas precisarão passar por pelo menos quatro exames consecutivos, além de verificações de antecedentes.
O próximo Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, que inclui modalidades como natação, saltos ornamentais, águas abertas e polo aquático, está previsto para 2027, em Budapeste.
Todavia, a decisão ocorre em meio a um cenário ainda sensível no esporte internacional, onde diferentes federações adotam posicionamentos distintos em relação à participação de atletas russos e bielorrussos desde o início do conflito.
Por fim, o presidente da World Aquatics, Husain Al Musallam, afirmou que a entidade busca manter o ambiente esportivo como um espaço neutro. Já o ministro dos Esportes da Rússia, Mikhail Degtyarev, celebrou a medida, destacando que ela permitirá que os atletas voltem a competir em igualdade com os demais.
