21 de julho de 2026
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Vice-governador rebate críticas e afirma que greve foi motivada por salários atrasados em Manaus

Reprodução

O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa (PSB), rebateu nesta terça-feira (21) as declarações do prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante). Ele afirmou que a greve dos trabalhadores do transporte coletivo não teve motivação no impasse envolvendo o pagamento do vale-estudantil. De acordo com Serafim, a paralisação originou-se em questões trabalhistas, principalmente o atraso no pagamento dos salários dos rodoviários.

Durante coletiva de imprensa, Serafim anunciou que o Governo do Amazonas depositará R$ 18 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). A verba tem a ver com os repasses do vale-estudantil dos meses de março a julho de 2026. Portanto, o objetivo é encerrar a disputa judicial sobre o benefício.

Desse modo, o vice-governador explicou que a Justiça determinou que o Estado pagasse R$ 2,50 por passagem estudantil, mas o Sinetram defende o pagamento da tarifa técnica de R$ 8. De acordo com Serafim, a entidade optou por não se habilitar para receber o valor fixado judicialmente, o que impediu a liberação dos recursos.

“Houve a greve e a greve tem outro motivo”, afirmou Serafim, reforçando que o movimento dos rodoviários não está relacionado ao vale-estudantil, mas sim ao descumprimento de obrigações trabalhistas pelas empresas de transporte.

Diálogo institucional

Ao comentar declarações de Renato Junior, que afirmou não ter conseguido contato com o governador Roberto Cidade durante a crise, Serafim também respondeu ao prefeito e disse que o Governo do Amazonas mantém diálogo institucional com todos os gestores municipais.

“O governo não foge de nenhum prefeito. Todos os prefeitos que nos procuram são recebidos com respeito. Da nossa parte, não há qualquer indisposição”, declarou.

Serafim também ressaltou que o convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus para custeio do benefício terminou em 2025. Segundo ele, desde então, a responsabilidade pelos repasses passou a ser uma relação direta entre o Estado e o Sinetram.

Enquanto isso, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) apontou a motivação da paralisação. De acordo com o Sindicato, a greve tem a ver com os constantes atrasos salariais e descumprimento de decisões judiciais que determinam o pagamento em dia da categoria.

Em nota, o Sinetram informou que se surpreendeu com paralisação. O órgão afirmou que não recebeu qualquer comunicação prévia do sindicato dos trabalhadores, acrescentando que permanece aberto ao diálogo para buscar uma solução para o impasse.

 

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