5 de setembro de 2026
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Trump exige rendição do Irã enquanto negociações para encerrar guerra travam

Reuters/Ken Cedeno

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (17) que o Irã deveria se render para colocar fim à guerra entre os dois países. A declaração ocorre em meio ao impasse nas negociações para um acordo definitivo.

“Eles deveriam hastear a bandeira branca da rendição”, disse Trump durante entrevista por telefone à Fox News.

Um memorando firmado em junho previa o fim imediato e permanente das operações militares. Além disso, estabelecia que Washington e Teerã negociariam, em até 60 dias, um acordo definitivo envolvendo questões como o programa nuclear iraniano. O prazo termina nesta hoje (17), mas o entendimento deixou de vigorar após declarações divergentes dos dois governos.

Paralelamente, Omã e Irã negociam uma possível solução para restabelecer o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passavam cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes do início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Trump também fez uma ameaça a Omã durante a entrevista, afirmando que o país seria bombardeado caso interferisse nas negociações.

A situação no Estreito de Ormuz contribuiu para a alta dos preços dos combustíveis e aumentou a pressão sobre o governo americano para buscar uma saída para o conflito. As eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, também colocam em disputa o controle do Congresso dos EUA.

Questionado sobre uma possível influência eleitoral, Trump negou que as eleições estejam afetando sua estratégia em relação ao Irã.

Em publicação na plataforma Truth Social, o presidente voltou a destacar que seu principal objetivo é impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear. Assim, essa se torna uma das justificativas apresentadas por seu governo para a ofensiva.

 

 

 

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