Carlos Bolsonaro (PL) foi eleito senador por Santa Catarina neste domingo (4), para um mandato de oito anos. O resultado confirma a escolha do estado como novo domicílio eleitoral do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e encerra uma campanha marcada por divergências dentro do próprio campo político.
Carlos recebeu 1.965.803 votos, o equivalente a 25,30% dos votos válidos, e ficou em segundo lugar na disputa. A deputada federal Carol De Toni (PL) foi a mais votada, com 2.599.759 votos (33,45%). Os dois ocuparão as vagas destinadas ao estado no Senado.
Natural do Rio de Janeiro, Carlos se tornou vereador da capital fluminense pela primeira vez em 2000, aos 17 anos, e permaneceu no cargo por mais de duas décadas. Em outubro de 2025, deixou o Rio e transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina para disputar uma vaga no Senado.
A escolha do estado ocorreu após a definição das candidaturas do PL no Rio de Janeiro. Em Santa Catarina, Carlos recebeu o apoio do pai e teve sua candidatura incorporada à estratégia do governador Jorginho Mello (PL), presidente estadual da legenda.
Racha no PL catarinense
A entrada de Carlos na disputa alterou o cenário inicialmente planejado por Jorginho Mello. A articulação previa Carol De Toni e Esperidião Amin (PP) para as duas vagas ao Senado. Com a candidatura de Carlos, o PL passou a ter uma chapa formada pelo filho de Bolsonaro e por Carol.
Amin manteve a candidatura e migrou para a aliança de João Rodrigues (PSD). A mudança também provocou divergências entre lideranças da direita catarinense.
Durante a campanha, Carlos enfrentou resistência de parte dos aliados. A deputada estadual Ana Campagnolo, uma das principais representantes da direita no estado, não fez campanha para o candidato. Além disso, ela ainda se afastou de uma gravação após mencionarem o nome de Carlos.
Mesmo diante das divisões, Carlos terminou a eleição entre os dois candidatos mais votados e garantiu a vaga no Senado. A apuração oficial mostra Carol De Toni em primeiro lugar e Carlos em segundo.
Campanha concentrada no bolsonarismo
A campanha de Carlos priorizou temas nacionais, a trajetória de Jair Bolsonaro, a defesa de Flávio Bolsonaro e críticas ao Supremo Tribunal Federal. Segundo o material analisado pelo UOL, o candidato também não participou de debates ou sabatinas durante a disputa.
Com a eleição, Carlos passa a integrar a bancada de Santa Catarina no Senado ao lado de Jorge Seif (PL), cujo mandato segue até 2031.
A vitória também consolida a presença de mais um integrante da família Bolsonaro no Congresso Nacional, agora representando um estado diferente daquele em que Carlos construiu sua carreira política.
